Retinopatia Diabética

Em Portugal existem cerca 360.000 portugueses com lesões na retina resultantes da diabetes.

A retinopatia diabética resulta das lesões que podem surgir na retina, nas pessoas com diabetes e é a primeira causa de cegueira na população ativa, entre os 20 e os 64 anos. 

 

Nas fase iniciais a retinopatia diabética é geralmente assintomática. Sendo o diagnóstico e tratamentos precoces essenciais para a preservação da visão e controlo mais eficaz da doença, conseguindo-se evitar a perda grave de visão e cegueira em cerca de 90 %. O diabético não deve esperar pelos sinais ou sintomas da doença para ir ao médico oftalmologista ou fazer o rastreio. O diabético tipo 2 deve consultar o médico oftalmologista ou fazer um rastreio logo após o diagnóstico da diabetes e  o diabético tipo 1 deve ter uma primeira consulta oftalmológica 5 anos após o diagnóstico. O acompanhamento periódico é essencial. Infelizmente muitos doentes só procuram ajuda em fases avançadas da doença, algo que se agravou com pandemia de Covid-19.

 

A DMI é uma doença própria da idade, em que ocorre uma degradação progressiva das células da retina, responsáveis pela nossa visão de pormenor, afetando indivíduos com mais de 50 anos e aumentando a sua prevalência com a idade.

Ao longo de vários anos, a DMI pode permanecer assintomática ou apresentar sintomas ligeiros como alguma dificuldade de leitura, o que nem sempre é fácil de valorizar numa população mais idosa. Com a evolução para estádios mais avançados, podem ocorrer perdas visuais geralmente mais acentuadas num dos olhos e de início relativamente súbito, distorção das imagens e manchas fixas no campo visual, que geralmente interferem com a visão central. Quando isto acontece, deve ser motivo de alerta para procurar uma consulta de oftalmologia num prazo de dias.

 

Todas as pessoas com este tipo de doenças da retina, como a retinopatia diabética e a DMI, devem ser observadas pelo médico Oftalmologista. No caso da diabetes podem efetuar o rastreio da retinopatia diabética através do Médico de Família, com orientação para o Médico Oftalmologista, se necessário.

 

Todos os indivíduos, mas particularmente acima dos 50 anos, deviam ser observados por um oftalmologista, pelo menos, uma vez por ano. Consciencializar as pessoas é uma das formas mais eficazes de detetar doentes em risco de perda visual, no sentido da promoção de  um seguimento e acompanhamento adequados, bem como do alerta para o desenvolvimento de sintomas críticos deste tipo de doenças.

A visão, é indiscutivelmente um bem demasiado precioso para que não a cuidemos adequadamente.

 

-Dr.ª Bernardete Pessoa-

Retinopatia Diabética