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Tipos de Anestesia

07 Novembro 2019 | Notícias

O tipo de anestesia a que o doente vai ser submetido depende do tipo, local e duração da cirurgia, bem como da sua idade, estado de saúde e medicação que toma regularmente.

É o anestesista que, a partir destas informações obtidas na avaliação pré-anestésica, escolhe a técnica anestésica com o objetivo de lhe prestar os melhores cuidados assistenciais. Caso haja alternativa fiável e que não contrarie este objetivo, poderá ser atendida a preferência do doente.

 

Sedação

Neste tipo de anestesia os medicamentos são administrados numa veia da mão ou braço, permitindo a diminuição do desconforto físico e da ansiedade durante exames ou procedimentos simples, pouco dolorosos e de curta duração.

Existem vários níveis de sedação escolhidos pelo anestesista em função do procedimento a realizar. Numa sedação ligeira, o doente apenas fica sonolento pelo que é capaz de falar e comunicar algum desconforto que sinta. Na sedação profunda, o doente fica inconsciente, mas despertável após estimulação repetida ou dolorosa, mantendo, no entanto, a respiração espontânea.

A sedação permite uma rápida recuperação e o regresso às suas atividades num curto período de tempo.

 

Anestesia Geral

Nesta técnica são administrados gases anestésicos (através da respiração) ou medicamentos nas veias que manterão o doente inconsciente, imóvel e sem dor durante toda a cirurgia. Depois de ficar inconsciente, ser-lhe-á colocado um dispositivo nas vias aéreas (garganta ou traqueia) para que possa ser ligado a um ventilador, que o irá auxiliar na respiração. No final da intervenção, acordará como se saísse de um sono profundo.

 

Anestesia Locorregional

As anestesias locorregionais mais realizadas são a raquianestesia ou bloqueio subaracnóideo e a anestesia epidural. Em qualquer destas técnicas, o anestesista administra um anestésico local para bloquear os nervos raquidianos no local da sua origem, provocando adormecimento e perda temporária da sensibilidade e da mobilidade dos membros inferiores e zona inferior do abdómen. A administração do anestésico local faz-se através de uma agulha que atravessa o espaço entre duas vértebras da região lombar até atingir o saco dural, espaço anatómico que contém o líquido que banha a medula espinhal e os nervos raquidianos (raquianestesia) ou tão-somente o espaço mais externo que o rodeia (epidural).

Na epidural, através da agulha e antes de a retirar, é inserido um cateter (tubo fino de plástico) para administração de mais doses do anestésico durante a cirurgia e de medicamentos para o tratamento da dor no pós-operatório ou para analgesia durante o trabalho de parto.

Com estas técnicas, o doente permanece acordado, mas sem sentir dor em toda a região abaixo da cintura. Contudo, podem ser-lhe administrados, se necessário, medicamentos numa veia para lhe proporcionar conforto e sonolência.

A anestesia locorregional pode ser sempre complementada com anestesia geral.

 

Bloqueios de Nervos Periféricos

Nos bloqueios de nervos periféricos, auxiliados por ecografia ou por neuroestimulação, é administrado anestésico local na vizinhança dos nervos responsáveis pela sensibilidade e pelo movimento de um membro (braço ou perna), parte do mesmo ou de determinada região do corpo, bloqueando a dor e a mobilidade. São muito úteis, principalmente, para analgesia pós-operatória.

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